quinta-feira, 26 de março de 2009

Resumo da viagem de férias.

Agora alguns dados para quem quiser ter uma idéia do que foi, em números, nossa viagem. Não temos um levantamento total de gastos, porque realmente não gostamos de fazer isso. Pode ser desanimador para quem, como nós, viaja mais pela teimosia do que por ter dinheiro pra isso. Então, já dá pra saber que quase sempre tomamos o cuidado de reduzir as despesas e utilizar serviços de baixo custo, desprezando, claro, os de muito baixa qualidade, ao nosso ver, em especial quando se trata de hospedagem e alimentação. Eis abaixo, em números redondos:

O carro:
Km rodados: 4.650
Média de consumo: 11km/l
Despesa de combustível (gasolina): R$ 1.000
Obs: no tanque restam em torno de 30 litros.
Problemas apresentados: nenhum
Despesas extras: furto do rádio e cds em Cruzeiro-SP e dano ao parachoque traseiro por barbeiragem em Caxambu-MG.
Foi feito ainda uma troca de óleo e filtro em São Paulo, por já estar na quilometragem (5000 km) e para garantir a lubificação adequada depois de atravessar trechos alagados na cidade.

Vitor e Angela:
A hospedagem mais cara: R$ 80,00 - em São Sebastião-SP e em São João Del Rei-MG (pela qualidade do hotel e das acomodações, dá pra considerar que São João Del Rei foi o destino mais caro, de longe).
A hospedagem mais barata: R$ 40,00 - em Cambuquira-MG.
A cerveja mais cara: R$ 5,00 - Brahma Extra, em Ubatuba, na beira da praia.
A cerveja mais barata: R$ 2,50 - Em diversos locais de MG.
A refeição mais barata: R$ 4,00 - em Caxambu-MG, self-sevice (buffet).
A refeição mais cara: R$ 29,90 (+ 10%) em São Paulo-SP. Aliás, churrasquinho mediano, buffet razoável e muita frescura.
A melhor refeição: impossível definir. SP e MG tem ótima culinária. Mas não dá pra esquecer a pizza de São Sebastião (R$ 15,00 a pizza média) e o Feijão Tropeiro em Tiradentes (R$ 33,00 para duas pessoas).
A melhor cerveja: todas as bem geladas. Mas a Brahma Extra a R$ 3,25, num bar frequentado por universitários em Ouro Preto estava excepcional na temperatura e no sabor!
Problemas enfrentados: barbeiragem na manobra em Caxambu, que acabou com o parachoque traseiro e a estética do carro, e furto do rádio do carro e dos artesanatos em Cruzeiro. Ah, e o susto no alagamento em São Paulo.
Dias de viagem: 23.
Dificuldades da viagem: NÃO QUERER VOLTAR!!!

Agora, descanso. Ou não.


Eis aí, o velho Comodoro 1988, na estrada, que é pro que ele foi feito. Ao fundo, o mar de Porto Belo-SC, de onde saímos no dia 21 de março para finalmente chegar em casa, em Porto Alegre. De um porto a outro, enfrentamos um belo congestionamento na BR101, na altura de Palhoça, onde tivemos que ficar por horas parados sob o sol escaldante. Agora, o carro está "descansando", ou melhor, recebendo os cuidados para que esteja sempre pronto para nos levar aonde quisermos. Limpeza, lubrificação, conserto do parachoque traseiro que danifiquei em Minas e, daqui a pouco, um novo rádio-cdplayer. Já comecei os trabalhos mas agora o tempo ficou escasso, pois já retornei às aulas e na próxima semana já temos também o trabalho. Final de semana vai ser de dedicação ao opalão, que não é porque está na cidade que vai descansar não! Em breve, notícias das próximas andanças. Até lá.

De volta, mas antes...




Estou postando de casa já agora. E bem atrasado. Mas como a intenção é dar conta da nossa viagem, aqui vão as fotos do nosso último destino: Porto Belo e Bombinhas. Na verdade, era pra ser apenas uma parada para repouso, dia 20, e seguir no dia seguinte, mas é claro que não resistimos e tomamos um banho no mar verde de Santa Catarina. Aliás, Bombinhas, que ainda não conhecíamos, é realmente bela e dá pra entender porque é um dos destinos mais badalados daquele estado. Vai merecer, sem dúvida, uma visita mais prolongada nossa.

domingo, 22 de março de 2009

Ubatuba Vida Selvagem

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Aqui foi em Ubatuba, ainda no começo das nossas andanças. Ao descer a trilha para a Praia Brava da Fortaleza, nos deparamos com esse esquilo, comendo algumas frutinhas em uma árvore junto ao caminho. Ele esteve bem próximo e cuidou de comer todas as frutinhas antes de fugir. Quem demorou a reagir e sacar a câmera fui eu, que só registrei a partir do momento em que ele já ia embora.

Ouro Branco - Ouro Preto

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Cruzando a Serra da Moeda, de Ouro Branco a Ouro Preto, em Minas Gerais, num belo fim de tarde.

Cachoeira do Itauna em Baependi-MG

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Aqui em Baependi-MG, na Cachoeira do Itauna, que foi o destino que encontramos para fazer um pique-nique improvisado, conforme eu contei num post anterior.

Maria Fumaça em Tiradentes

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Chegamos na estação de Tiradentes bem na hora em que manobravam a velha Maria Fumaça, chegada a recém de São João Del Rei. Me desabalei de câmera na mão sobre a grama para tentar captar umas imagens. Eis aí.

Mais um pouco de serra

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Aqui, mais um pouquinho de serra, agora mais "light". E com cuidado, pois tem uns buracos no caminho. Entre São Luis do Paraitinga e Guaratinguetá, em SP.

Serra do Mar - Ubatuba/Taubaté

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Isso é que é serra. Não lembramos de filmar com a câmera fotográfica na subida, entertidos que estávamos. Mas quando começamos a descer a Angela mandou ver nas imagens. Abaixo de neblina, só deu o opala vencendo as curvas e deixando os carrinhos fervendo nas encostas da serra.

quinta-feira, 19 de março de 2009

São Paulo, São Paulo




Não consegui achar São Paulo tão feia, como imaginava. Caótica, sim. É de uma amplitude urbana descomunal. Muito mais civilizada, no entanto, do que Porto Alegre, onde vivemos. Recebemos atenção das pessoas quando é preciso, a diversidade salta aos olhos e se envolve na dinâmica da cidade. Isso foi o que vimos nos passeios pelo centro, nas visitas aos bares, sebos e mercados: civilidade, apesar da frieza, comum às grandes cidades. Usamos o transporte coletivo, sem problemas. Arriscamos inclusive utilizar os banheiros do terminal D. Pedro II, no centro. E foi tranquilo: limpos, seguros e tinha até papel higiênico! Parece piegas, mas é um interessante indício do nível de civilidade de um povo. O trânsito é razoavelmente civilizado. Mais uma vez supera a capital gaúcha, onde moramos. É a necessidade de dividir o espaço que obriga as pessoas a um exercício de tolerância? Não sei, tenho algumas dúvidas. Acredito que estão melhor preparadas para isso. Aliás, se fosse resumir a visão que temos de São Paulo aqui, diríamos que é uma cidade tomada em todos os seus espaços. Onde estamos, na zona leste, a verticalização não é tão acentuada como em outras áreas. As fotos acima foram tiradas da sacada do apartamento, e demonstram bem isso. Há muitas casas, ainda, mas há também várias torres de concreto, e muitas outras sendo construídas. O custo de vida aqui também não é tão caro. Claro, tem lugar para se pagar o que quiser, dependendo da disposição. Ficou faltando conhecer a "efervescência" de áreas mais pobres da cidade. Fica para outra vez. Andar de carro aqui não é legal. Da próxima, tentaremos traçar um roteiro de ônibus e metrô. Deve ser mais rico e mais tranquilo. Saimos daqui amanhã cedo, rumo ao nosso retorno. Depois, comentários sobre outras impressões da viagem.

quarta-feira, 18 de março de 2009

Historinha de terror


Estou atualizando o blog, hoje, 18 de março, do conforto do apartamento da minha irmã e do meu cunhado, Angelita e José, situado no 14º andar de um prédio na Vila Prudente, em São Paulo. Chegamos ontem, terça-feira, em torno das 15h30, quando o mundo ameaçava desabar sobre a capital bandeirante, conforme constata a foto, tirada de dentro do carro, na chegada pela Fernão Dias.
Para quem se interou das notícias sobre a chuva, sabe que vários pontos da cidade ficaram embaixo d'água, e por poucos não nos metemos numa tremenda enrrascada. Começamos a nos localizar na cidade, chegando à Vila Prudente no momento em que as águas começavam a se acumular nas ruas. Um ruído na comunicação ao anotar as referências do enderço e uma dose de teimosia me fizeram chegar, no começo do pior momento das chuvas, a um dos pontos mais críticos de alagamento. Um semáforo fechado nos deteu por alguns segundos, e quando abriu me vi entre a decisão de enfrentar o alagado ou ficar parado atravancando o caminho de todos. Como os carros da frente enfrentaram, meti o opalão na água. Decisão errada. Os carros da frente saíram pela direita, mas nós tínhamos que contornar pela esquerda para fazer o retorno, por dentro da água. Senti o carro morrer e se apagar dentro do alagado. Liguei o alerta e disse pra Angela: "agora vamos ficar aqui, ou descemos e empurramos". Dois carros dos que passaram na frente ficaram em pane, mas fora da água, no meio do cruzamento.
Mas a chuva caía forte e a água subiu rapidamente. Em um fração de tempo que não sei precisar, um ou dois minutos no máximo, senti que o carro começou a flutuar na água, quando passavam caminhões ou ônibus na pista ao lado. No pânico, pensei em descer e tentar empurrar, mas no momento em que cheguei a levar a mão na maçaneta, decidi tentar virar o arranque. Ouvi o motor girar dentro d'água e dar sinais de funcionar. Duas, três tentativas, e ele quase "pegando". Pé no fundo do acelerador e dei a partida mais uma vez. O motor roncou alto, o próprio giro da hélice e a pressão dos gases saindo no escapamento jogaram o carro para um lado, como se fosse uma lancha. A roda calçou no meio fio, engatei uma primeira marcha e saí do alagado, entre carros quebrados, não sei bem como. Temi pelo motor do carro, mas foi nossa salvação. Choveu torrencialmente e sem para nos próximos 40 minutos, e de onde estávamos, duas quadras acima (tive que desviar do caminho que teríamos que tomar), víamos os veículos embaixo da água.
Hoje pela manhã foi hora de avaliar os estragos. Malas e objetos do porta-malas secos e intactos. Um pouco de água no carpete, e aquele cheirinho desagradável. Motor funcionando redondinho, mas vou trocar o óleo para regressarmos. Elétrica do carro ok. Depois dessa, nosso opala provou que está na estrada pra ir onde quisermos, apesar das adversidades.

São Tomé das Letras e Cambuquira




Saímos de Ouro Preto e fomos até São Tomé das Letras. Na foto, o opala a 1400m de altitute, no momento em que desistíamos da cidade. Nesse lugar se vê ovnis, etês, magos e duendes. E um casal de gaúchos doidos num opala 88. Faltou inspiração, ou algum produto químico, para cairmos no clima da cidade, e nem a ladeira do amendoim funcionou pra nós. A cidade está desfigurada pela atividade mineradora, que extrai a famosa pedra São Tomé no entorno (e dentro) da cidade.
Rumamos então para Cambuquira, cidade que já bombou no circuito das águas de Minas Gerais mas que transparece uma aborrecida decadência, demonstrada pelo abandono dos seus enormes hotéis e do parque das águas minerais. Na foto, a praça em homenagem às águas, de noite. Recarregamos nossas energias, e nosso estoque de água, e partimos no outro dia para São Paulo. Começamos nosso retorno, agora.

Mariana e Mariana




Temos uma amiga chamada Mariana. Impossível não lembrar dela aqui em Mariana, ainda mais quando nos deparamos com essa charmosa cervejaria em um prédio histórico, com o nome dela! Homenagem singela desses que viajam, a nossa amiga, tomaremos uma cerveja quando voltarmos. A outra foto é do teatro da cidade, e o trenzinho na frente do prédio é apenas um carrinho de pipoca.

Mariana




Mariana é um pouco diferente de Ouro Preto. A cidade mistura construções modernas com as antigas. Assistimos a um concerto de orgão alemão construído no século XVIII na Catedral da Sé de Mariana, atração imperdível para quem visita a cidade. Aqui o espírito mineiro contaminou a Angela de tal forma que quando me dei conta ela estava exercendo a contemplação, atividade típica da região, sentada na escadaria de uma das igrejas. Virou mineira, uai!
A outra foto é de um postal famoso da cidade, que reproduzi apesar da chuva. O bom foi que a chuva ausentou os transeuntes e tirei a foto sem a interferência de carros estacionados ou circulando.

Nos palcos da vida




Hehe, esse post é só pra dar as caras. Eis aí duas fotos dos viajantes, tiradas graças ao automático da câmera. Uma é no trem na chegada em Mariana-MG (fizemos a viagem só de ida para aproveitar melhor o tempo, voltamois de ônibus). A outra é no palco do Teatro Municipal de Ouro Preto, o mais antigo em funcionamento do Brasil, reconhecido pelo Guiness:(http://pt.wikipedia.org/wiki/Teatro_Municipal_de_Ouro_Preto).

De trem para Mariana












No domingo aproveitamos para deixar o opala na garagem da pousada e ir de trem para Mariana, cidade mais antiga de Minas Gerais que fica próximo. A Maria Fumaça estava em manutenção e uma moderna locomotiva a diesel puxou a composição pelos túneis e pontes sobre a serra. A viagem, emborta curta, dura cerca de uma hora, onde se vislumbram belas paisagens, algumas das quais conseguimos flagrar com nossa câmera.

Tesouros de Minas







Ouro Preto oferece belezas de encher os olhos. As montanhas, as construções antigas, a simplicidade das pessoas, as atrações turísticas e a atenção que se encontra em qualquer lugar, sempre com preço acessível e incorporadas a idéia de "viagem no tempo" que se vive por aqui, fazem da cidade uma ótima opção para quem quiser conhecer Minas Gerais. Essa é a nossa opinião, depois de uns dias por aqui. Embora nenhum de nós tenha muita aptidão para a fotografia, vejam que conseguimos uns cliques interessantes.

sábado, 14 de março de 2009

Ouro Preto, finalmente.


Ouro Preto é diferente das outras cidades que visitamos. A começar pelo relevo da cidade. A gente quase nunca está andando no plano, pois para todos os lados tem uma ladeira para descer ou subir. E que ladeiras! Ainda se tem a impressão de que tem mais igrejas que as outras cidades, e a conservação dos prédios históricos e das casas confere um ar de "viagem no tempo" ao passeio. Amanhã faremos o passeio de trem até Mariana, que deve render boas fotos.

Resende Costa


Desviamos um pouco do caminho, rumo a Ouro Preto, para conferir as barbadas de Resende Costa, que fica próximo a São João e Tiradentes. Se você precisar de cortinas, mantas, colchas, etc esse é o lugar para comprar, produtos artesanais e com ótimos preços. Compramos as tão desejadas cortinas para nosso apartamento lá. E a cidade, de quebra, mais uma pérola ao pé (ou sobre?) a serra.

Tiradentes


Nas fotos tudo mais ou menos se parece nessa região de Minas. Mas cada lugar tem seu encanto e sua magia próprias. Tiradentes é uma das mais conservadas cidades históricas, berço da Inconfidência Mineira. Comemos a típica comida mineira no almoço. Uma delícia e com preços bem acessíveis.

Estrada Real

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Está aí, nós de volta a Estrada Real, agora pela estrada velha, de São João Del Rei a Tiradentes. Tiramos essa foto do opala no primeiro marco da estrada, em Santa Cruz de Minas. Tem uma bela Cachoeira nesse local. Fico devendo as fotos porque essas internets nas lan houses por aqui estão terrivelmente lentas.

quinta-feira, 12 de março de 2009

Seguimos por Minas Gerais




Estamos agora em São João Del Rei, de onde fizemos as últimas postagens. Na passada por São Vicente de Minas, onde fizemos um lanche, tiramos uma foto do carro na estação, esperando o trem, hehehe. Em São João Del Rei tiramos muitas, muitas fotos mesmo, impossível colocar aqui todas. Amanhã cedo vamos a Tiradentes, que promete muito mais fotos, e ainda amanhã pretendemos chegar a Ouro Preto. Rodar por essa região de Minas tem sido legal. As cidades são próximas, bonitas e cheias de gente simpática. Na foto, em São João, a Igreja Nossa Sra do Pilar, matriz. Aliás, muitas igrejas nessa cidade, que junto das construções históricas formam uma das mais belas paisagens urbanas que presenciamos na viagem.

Cachoeira do Itauna - Baependi




O lugar estava deserto, com o bar fechado. Fizemos um pique-nique improvisado na sombra com queijos e doces mineiros comprados em Caxambu, depois de conferir a beleza do local.

Estrada de terra pro opala




Era certo que não escapávamos de rodar pelas estradinhas de terra sobre a Mantiqueira. De Caxambu fomos a Baependi, terra de santos e belas cachoeiras. Pra não passar em branco, descobrimos uma delas, Itauna, a uns 15km da cidade.

Caxambu




Caxambu tem riqueza de águas minerais de tudo que é tipo. Tem até água mineral com gás na fonte, acreditem. Tomamos muita água nessa cidade e até um chimarrão com essaságuas especiais, para assombro dos mineiros. De quebra, trocamos nosso meio de transporte local pela charrete alugada. O serviço, providencial, nos mostrou os pontos turísticos locais e nos ajudou a escolher um hotel simpático e bem em conta, onde aproveitei e deixei um pedaço do parachoque do opala na saída, ao manobrar. Santa barbeiragem. dela, nem fotos. Vamos terminar a viagem com um abalo na estética do opalão, que tem recebido elogios por onde paramos.

De volta a estrada


Esses dias todos sem postar no blog tem um motivo: está difícil achar internet rápida pra subir as imagens. Imagine que nós temos até uns filmes da estrada pra postar. Acho que esses só na volta mesmo.
Retomamos nossa viagem rumo a Minas na segunda-feira, após resolver os problemas do carro, em parte. Viajamos sem música agora, mas trechos curtos no más. Cruzamos a Serra da Mantiqueira, vislumbrando lindas paisagens, entre uma curva e outra. Fomos parar em Caxambu-MG, no roteiro do "Circuito das Montanhas Mágicas da Mantiqueira - Região da Estrada Real". Achei engraçada a denominação. Mas estamos descobrindo o que há de "mágico" por aqui: comida barata e saborosa, riqueza de artesanato, simpatia e simplicidade do povo.

segunda-feira, 9 de março de 2009

Nem tudo são flores...


Chegamos em Cruzeiro-SP ao anoitecer, pouco antes das 19h. Achamos um hotel de boa qualidade que coube no nosso bolso. Levamos as malas e deixamos o carro em frente ao hotel, sob a informação da atendente de que a cidade era tranquila. Ao descer após um banho e voltar ao carro para alguns cuidados básicos: passar corrente, tirar a frente do CD.... tarde demais.

Alguém fez um serviço rápido e profissional. Arrancaram a antena (no opala fixada na traseira), amassaram a ponta, com ela cortaram a borracha do párabrisa e arrancaram o vidro fora. Abriram porta do carona, levaram rádio-cd, estojo com mais de 30 cds (selecionados para a viagem), peças de artesanato compradas em Ubatuba para presentear amigos e parentes, e um saco pela metade com balas de banana que comíamos na estrada quando dava fome. A Angela ficou furiosa (e surpresa) pelas balas! Quanta chinelagem! Ficamos chateados em especial pelos CDs e pelos presentes. E pelo prejuízo, óbvio. Nossa manhã de segunda (hoje) ao invés de estrada se resumiu em lojas de peças e serviços para colocar o carro em ordem pra seguir viagem. Pelo menos o café da manhã no hotel era ótimo (foto).
Conferi óleo e fluídos do opala, tudo ok. Abastecido e lavado, próximo post só em Minas, minha gente. Até lá.

Serra e serra







Cruzar a Serra do Mar, de Ubatuba em direção a Taubaté, foi uma experiência ímpar. Nada parecido com o que nós conhecíamos de estrada de serra no sul. Alguns trechos os carros sobem em primeira marcha, e a neblina não permitia mais que uns 20/30 metros de visibilidade, às vezes até menos. Não conseguimos sequer uma foto com nitidez para postar no blog. E nas encostas e refúgios, só dava carros em pane mecânica: unos, gols, vectra, audi. O opalão seguiu firme estrada a frente, junto dos valentes. Ainda demos uma volta por São Luis de Paraitinga antes de tomar a Via Dutra, e com isso desviamos do pedágio. Resolvemos pousar em Cruzeiro, quase ao pé da Serra da Mantiqueira, que separa SP e MG nesse ponto. Estamos, agora, no caminho da Estrada Real. Nas fotos, a Serra do Mar ficando pra trás, a Mantiqueira que se aproxima e o opala no ponto de início da Estrada Real.

De volta a estrada







Domingo dia 8 retomamos nossa viagem. Nosso objetivo é conhecer Picinguaba, última localidade de Ubatuba, em São Paulo, antes de chegar a Parati, no Rio de Janeiro. Passamos ainda em Itamambuca, em Ubatuba, onde é realizada uma das etapas do Mundial de Surf. Algo surreal nessa praia é o preço nos bares e quiosques. O acesso, pra variar, apenas pelo condomínio, que pelo menos nesse caso está embargado pela justiça para novas construções. Picinguaba, com relação a preços, também não é diferente: imagine pequenos bares e restaurantes de pescadores onde se encontram placas em português e inglês e se aceitam Master, Visa e AmExpress. Cosmopolita até o talo. Tomamos uma água de coco, até porque a praia não era tão boa quanto a Fortaleza. Almoçamos próximo da estrada e no restaurante (do Mineiro) soubemos que a estrada que liga Parati a Minas Gerais, via Cunha-SP, está interditada. Mudamos roteiro e retornamos até o trevo de Ubatuba, onde fomos em direção da Via Dutra por Taubaté, cruzando a Serra do Mar. Nas fotos acima, o opala de volta na Rio-Santos e fotos de Picinguaba e da Casa da Farinha, que fica em um quilombo do outro lado da estrada.

quinta-feira, 5 de março de 2009

Ubatuba - uba: Praia da Fortaleza







Sob o calor infernal que faz aqui no sudeste, partimos na manhã do dia 03 para Ubatuba, sabendo que tínhamos que escolher uma praia pra ficar. Acabamos chegando, meio sem querer, à Praia da Fortaleza, afastada 8 km da Rio-Santos por uma estradinha sinuosa. Esqueça tudo o que você ouviu falar sobre praias, isso aqui é o paraíso, e ficaremos até domingo. Acho que novas postagens só depois. Estamos sem internet, sem celular, sem restaurantes... e felizes!!!

Toque toque, meu bem...




Como prevíamos, o litoral norte de São Paulo tem praias muito bonitas. E assim como já tínhamos ouvido falar, as mais belas estão praticamente privatizadas, com condomínios fechados e mansões que impedem a chegada na praia dos reles mortais como nós. Paramos em algumas praias, e até cogitamos ficar numa chamada "Toque Toque Grande". Conversamos com algumas pessoas mas não encontramos onde pousar, e rumamos para São Sebastião, onde comemos uma pizza maravilhosa e um chope fantástico. E com ótimo preço. Na foto, Toque Toque Grande visto da estrada e depois com o "pé na areia", como eles dizem por aqui. Entardecer do dia 02. Ufa!

Praias e estrada...